Lesão no tênis: com quem tratar e como voltar a jogar?

Lesão no tênis: com quem tratar e como voltar a jogar?

Torções, quedas e dores por repetição fazem parte do tênis amador. Veja com quem tratar uma lesão e como a preparação física organiza a volta à quadra.

Journal · Por Diretor técnico · 20 de outubro de 2026 · Revisado pelo Conselho Médico

Quem se machuca jogando tênis deve ser avaliado por um médico, e a reabilitação acontece com profissionais de saúde. A preparação física entra na sequência: organiza a volta à quadra depois da liberação médica, com um plano para o corpo e para a rotina de jogos. [3]

Quais lesões são mais comuns no tênis amador?

Um estudo com 449 tenistas recreativos atendidos em um hospital universitário, com média de idade de 43 anos, registrou 467 lesões agudas: 59% nos membros inferiores, com torções e quedas como principais causas. Entorses de tornozelo foram a lesão aguda grave mais frequente, e cerca de 10% dos casos precisaram de cirurgia. [1]

Além das lesões agudas, há as dores por repetição. Uma revisão sobre epidemiologia no tênis aponta lesões crônicas por sobrecarga como mais comuns nos membros superiores do jogador recreativo, como a dor na parte de fora do cotovelo. [2] Leia também sobre dor no cotovelo jogando tênis e dor no ombro jogando tênis.

Com quem tratar uma lesão de tênis?

O diagnóstico e o tratamento são feitos por profissionais de saúde. O médico, em especial o ortopedista ou o médico do esporte, avalia a lesão e define o caminho. A reabilitação costuma ser conduzida pelo fisioterapeuta, com exercícios e critérios de progresso.

Tratar lesão não é papel da preparação física. O preparador físico entra como parte do time de volta ao jogo, trabalhando a partir do que a medicina definiu.

Como é a volta à quadra depois de uma lesão?

Um consenso internacional sobre retorno ao esporte descreve a volta como um processo contínuo, e não como uma decisão única no fim do tratamento. A recomendação é que a decisão seja compartilhada entre atleta, médico e os demais profissionais, pesando o risco de cada avanço. [3]

Na prática, a volta tem etapas: recuperar movimento e força, voltar a treinar, retomar o jogo. Cada etapa depende da anterior, e o ritmo varia conforme a lesão e a resposta do corpo.

Qual é o papel da preparação física nessa volta?

Com a liberação médica, a preparação física organiza o trabalho fora da quadra para que o retorno aconteça com progressão. O treino considera as restrições mapeadas na avaliação e reconstrói força, potência, deslocamentos e resistência dentro do que o corpo permite naquele momento.

Esse trabalho conversa com a reabilitação e continua depois dela. Leia também sobre o papel da preparação física nos cuidados com lesões no tênis amador.

Como o Sweet Spot trabalha com quem está voltando de lesão?

No Sweet Spot, o Baseline avalia o corpo e as assimetrias antes da primeira sessão e mapeia restrições. Quem tem quadro clínico ativo precisa de liberação médica antes de treinar. A partir daí, o programa é individualizado, com sessão de 1 hora em Ativação, Rally e Mobilidade, e a cada 90 dias o Score compara a evolução com o Baseline. Conheça o time.

Perguntas frequentes

Posso continuar jogando sentindo dor?

Dor que persiste merece avaliação médica, e jogar através da dor pode transformar um quadro simples em um problema maior. O caminho seguro é investigar antes de decidir.

Fisioterapia e preparação física são a mesma coisa?

Não. A fisioterapia reabilita a lesão; a preparação física organiza o treino fora da quadra. Os dois trabalhos são complementares e acontecem com objetivos diferentes.

Quanto tempo leva para voltar a jogar?

Depende da lesão, do tratamento e da resposta do corpo. A decisão de voltar deve ser compartilhada com os profissionais que acompanham o caso. [3]

O Sweet Spot é um centro de preparação física para tenistas. A lista de membros fundadores é gratuita e sem compromisso.

Referências

[1] Kaiser P et al. Acute Tennis Injuries in the Recreational Tennis Player. Orthop J Sports Med. 2021;9(1).
https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/33457434/

[2] Abrams GD, Renstrom PA, Safran MR. Epidemiology of musculoskeletal injury in the tennis player. Br J Sports Med. 2012;46(7):492-498.
https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/22554841/

[3] Ardern CL et al. 2016 Consensus statement on return to sport from the First World Congress in Sports Physical Therapy, Bern. Br J Sports Med. 2016;50(14):853-864.
https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/27226389/

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