Entenda os limites da prevenção de lesões no tênis e como discutir avaliação, rotina de jogos e preparação física com profissionais.
Por Diretor técnico · 7 de outubro de 2026
A preparação física organiza o trabalho do corpo fora da quadra para as demandas do tênis. Para o amador, o planejamento deve considerar a rotina de jogos, o histórico de saúde e as necessidades identificadas na avaliação. Dores e lesões anteriores merecem atenção profissional.
Por que a prevenção de lesões exige avaliação individual?
Uma revisão sistemática sobre fatores de risco para lesões de membros superiores no tênis descreve um problema multifatorial. Os estudos analisados apontam fatores como exposição ao jogo, fadiga, técnica e características do ombro, mas a qualidade da evidência foi moderada a baixa [1].
A revisão descreve associações entre fatores de risco e lesões, com evidência de qualidade moderada a baixa [1]. A análise do quadro de cada pessoa exige avaliação clínica.
O que a preparação física pode trabalhar?
A revisão da fisiologia do tênis competitivo descreve demandas de velocidade, agilidade, potência e capacidade aeróbica [2]. Essas demandas podem orientar o planejamento, com adaptação à realidade de cada amador.
O programa pode incluir força, controle de movimentos, condicionamento e trabalho de amplitude conforme a avaliação. A escolha precisa responder a uma necessidade, com critérios para ajustar a dificuldade. O planejamento parte das necessidades identificadas na avaliação.
Como organizar o trabalho fora da quadra?
Comece informando ao profissional como é sua semana: jogos, aulas, torneios, outras atividades e pausas recentes. Conte também o que você sente durante e depois do jogo.
Pergunte como o treino será revisto quando essa rotina mudar. Considere a carga da academia em conjunto com a rotina de quadra. O planejamento deve enxergar o conjunto das atividades.
Idade, histórico, objetivos e disponibilidade orientam a decisão sobre frequência. A revisão sobre demandas do tênis competitivo descreve capacidades físicas do esporte [2].
E se já existe dor no ombro ou no cotovelo?
Dor no ombro ou no cotovelo exige avaliação de saúde para identificar o quadro e orientar as atividades.
Informe a queixa ao profissional e procure avaliação de saúde para definir o que está acontecendo e quais atividades são apropriadas. A preparação física deve respeitar as orientações recebidas.
O que esperar de um programa responsável?
Espere uma avaliação clara, objetivos discutidos e acompanhamento. Peça que o profissional explique o que será feito, por quê e quando o programa será revisto.
Procure um programa que reconheça a natureza multifatorial das lesões e os limites da evidência sobre fatores de risco no tênis [1].
O Sweet Spot é um centro de preparação física para tenistas cuja Baseline mapeia restrições antes da primeira sessão. Um quadro clínico ativo exige liberação médica. Conheça o Sweet Spot e sua avaliação inicial.
Perguntas frequentes
Como o treino de força entra no planejamento diante do risco de lesões?
Lesões têm natureza multifatorial, com fatores como exposição ao jogo, fadiga, técnica e características do ombro descritos na revisão [1]. O treino de força entra no planejamento conforme a avaliação.
Jogar em dias seguidos causa lesão?
A exposição ao jogo está entre os fatores de risco investigados, em um quadro multifatorial e com limitações na evidência [1]. O planejamento considera a rotina completa e a resposta individual.
Veja também Preparação física para tenistas: o que treinar fora da quadra e Como escolher um preparador físico para tênis?.
Referências
[1] PubMed. Kekelekis A et al. Risk Factors for Upper Limb Injury in Tennis Players: A Systematic Review. International Journal of Environmental Research and Public Health, 2020. https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/32316156/
[2] PubMed. Kovacs MS. Tennis physiology: training the competitive athlete. Sports Medicine, 2007. Evidência sobre tênis competitivo, sem prescrição específica para amadores. https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/17326695/